Aquele do dedo congelado III

By patrickselvatti

A Olimpíada do Conhecimento 2008 – primeira fase nacional – foi realizada na Vila Germânica, o centro de eventos de Blumenau. É lá, inclusive, que acontece a Oktoberfest. Foram cinco dias de muita ralação: entrevistas, fotos, matérias, contatos com a sede em Brasília, corre para falar com o competidor antes de ele entrar para as provas e ficar incomunicável por mais de oito horas – uma verdadeira olimpíada…

Eu saía do hotel às nove da manhã e somente retornava depois das nove da noite. Por lá, almoçava, lanchava e jantava todos os dias. E, de lá, ia direto para o hotel, onde ainda tinha que fazer uma matéria sobre o dia. Ia dormir, em média, às duas da matina. Além de escrever meu texto, tinha que publicar no site e, muitas vezes, ainda ficava assistindo tevê. Abre parênteses: no meu hotel tinha Canal Brasil, que eu adoro, daí…

Festas, nem tanto. Não tinha pique para sair toda noite e acordar cedo. Na quinta-feira, abri uma exceção e saí com o pessoal da equipe. Fomos a um lugar bem legal, bastante charmoso, chamado Expresso Choperia. Clima acolhedor, música ao vivo, chope gelado e permissão para fumar dentro do ambiente… Um pouco caro (dez reais só para entrar), mas valeu o registro. Um detalhe: era dia dos namorados, cheio de casalzinho se beijando e todo mundo no nosso grupo desacompanhado… Dormir sozinho numa cidade aconchegante, em pleno inverno catarinense, na noite mais romântica do ano deveria ser proibido.

Já no sábado, aí, sim, balada. O evento já tinha acabado no início da tarde e somente na noite de domingo eu trabalharia novamente, na divulgação dos resultados. Agora acompanhado de um grupo composto basicamente por jornalistas, fui a uma boate chamada Camorra. Lugar fantástico, como não se vê em Brasília: espaçoso, bem decorado, com ambientes despojados que remetem a um castelo antigo, sabe? Só indo lá para ver. Aliás, a galera da noite brasiliense bem que poderia ir até lá, pegar umas idéias. Chega de lugar apertado. Mas numa coisa Blumenau e Brasília se parecem: tanto os catarinenses como os brasilienses são ensimesmados e adoram “fazer carão”, do tipo “sou-lindo(a)-mas-não-sou-pra-ninguém”. Assim mesmo: ninguém fala com ninguém, ninguém beija ninguém.

No domingo, acordei por volta de meio-dia. Fui almoçar no tal shopping onde beijar na boca é quase um pecado, um crime. Lojas fechadas, pessoas fechadas. Tirei a tarde para fotografar paisagens, antes de retornar ao hotel, tomar um banho e seguir para a minha última missão: acompanhar a premiação da primeira fase da Olimpíada do Conhecimento. Das sete modalidades que o DF participou, três resultaram em medalhas: duas de bronze em Panificação e Web Design e uma de ouro em Design Gráfico. Excelente, não? Até porque, com esse resultado, meu trabalho pode se enriquecer ainda mais…

No fim das contas, independentemente das medalhas, a experiência foi valiosíssima. Cresci muito profissionalmente, desempenhei um ótimo trabalho – meu chefes me elogiaram, uhu!!! -, fiz contatos com jornalistas de outros estados e fiz amizades com jornalistas de Brasília que eu não conhecia. Quem quiser ver as imagens, que acesse o meu Orkut, daí. Será um prazer.

Ah, antes que eu me esqueça: meu dedo de prosa não congelou. Sou um cara de sorte, acho. No dia anterior à minha chegada ao Sul, numa terça-feira, a temperatura naquela região estava baixíssima, mas a temperatura se estabilizou nos dias que se seguiram e voltou a cair somente na segunda-feira – exatamente o dia em que eu retornei a Brasília. Só que, de volta à capital federal, um calor miserável e a umidade relativa do ar extremamente baixa. Resultado: choque térmico. Para não dizer que eu não peguei nada nem ninguém em minha viagem a Blumenau, taí: pelo menos uma gripe eu peguei.

Mas a boa notícia é que, agora em julho, eu farei uma nova viagem ao Sul do país. Porto Alegre será meu próximo destino. Bah, tchê! Aguardem novidades!

 

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Uma resposta para “Aquele do dedo congelado III”

  1. Fabio Disse:

    Parabéns!

    Ótimo texto.

    Também vivi essas emoções inesquecíveis…

    Só que como competidor :-)

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