“O Ministério da Saúde adverte: fumar é prejudicial à saúde”
“Este produto (o cigarro) contém mais de 4700 substâncias tóxicas, e nicotina, que causa dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo destas substâncias”.
As frases acima são apenas dois exemplos de avisos que vêm impressos nas embalagens de cigarros no Brasil. Em sua embalagem vermelhinha, por exemplo, há informação de que o Marlboro possui 10 mg de alcatrão, 0,8 mg de nicotina e 10 mg de monóxido de carbono. Mesmo assim, deep in my heart, quem fuma Marlboro não abre mão do “raro prazer”.
Pensando nisso, nesta semana, o Ministério da Saúde lançou as novas imagens de advertências de embalagens de produtos com tabaco – visto que as que estão em uso desde 2001 já não surtem mais o mesmo efeito. As novas fotos foram produzidas com base em estudo sobre o grau de aversão que alcançam. Entre as novas ilustrações, há um bebê morto dentro de um cinzeiro, uma cirurgia cardíaca, uma mãe e um filho assistindo à morte do pai e o cadáver de um fumante em uma mesa de necrotério. A idéia é mostrar que, mais do que deixar mau hálito, roupa defumada e dedo amarelo (oi?), o cigarro mata.
Eu coloquei o meu primeiro cigarro na boca quando fumar ainda estava na moda. Antigamente, quem fumava era visto como alguém charmoso, elegante, literalmente “someone in the night”. Dez anos se passaram e o cenário agora é outro. Pouco tempo depois de eu “entrar na onda da fumaça”, uma grande batalha começou a ser travada contra o vício. Fumantes em novelas foram censurados, propagandas de cigarro foram proibidas e inúmeras campanhas antitabagistas incendiaram a mídia. Grandes cidades como São Paulo e Brasília inventaram uma nova moda: fumar em locais públicos como shoppings, bancos e aeroportos, nem pensar. Bares, restaurantes e boates aderiram à nova lei e os fumódromos se tornaram indispensáveis aos estabelecimentos. O smoking is prohibited tomou conta do pedaço. Há quem diga que os fumantes passaram a ser discriminados. Pelo sim pelo não, não há nada mais inconveniente que levar baforada alheia quando não se fuma. O fato é que, de uns tempos para cá, a coisa mudou e quem fuma passou a ser mal visto, quase um “who?”.
Nesta mesma semana, levantamento realizado por pesquisadores americanos (e quem mais faria esse tipo de pesquisa?) revelou que parar de fumar é contagioso: quando uma pessoa abandona o vício, as chances de que as pessoas ao seu redor façam o mesmo aumentam. Segundo os cientistas, quando um cônjuge pára de fumar, as chances de o outro continuar fumando caem 67%. Se um amigo pára, a chance de outro continuar cai 36%. Se é um colega de trabalho, vai para 34%. E se é um irmão, 25%. Na prática, eu não consigo visualizar a total essência dessa relação, embora eu consiga identificar uma pressão dos ex-fumantes sobre aqueles que insistem no vício. Mas, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem conseguido reduzir os casos de tabagismo e fugir das tendências globais de crescimento do consumo de cigarro registradas em países em desenvolvimento.
Te dou um dado? Entre 1989 e 2004, o consumo per capita de cigarros no país caiu 32%. A prevalência de fumantes entre os brasileiros com mais de 15 anos de idade também diminuiu no período, passando de 32% para 17%. Esse índice, segundo o ministério, coloca o Brasil em situação favorável em relação a países desenvolvidos e em desenvolvimento, que apresentam taxas médias de 27,4% e de 28,9%, respectivamente. O percentual brasileiro de fumantes está mais próximo do registrado em países como Estados Unidos (20,8%) e Canadá (20%) do que o verificado em nações como México (34,8%) e Argentina (40,4%). Segundo o Inca, a cada ano, o cigarro mata 200 mil pessoas no Brasil. No fim das contas, o fato é que o fumante está cada vez mais se tornando estatística…
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Maio 27, 2008 às 9:42 pm |
E a Sílvia, filha da Branca, com aquelas baforadas no rosto de JB, em Duas Caras? E a Marilda, em A Grande Família, que tentou parar de fumar comendo cenouras? Depois de perder a propaganda do cigarro, a briga das emissoras de tv é contra a proibição dos anúncios de cervejas. Aquele das loiras geladas e outras tantas quentes!!!!
Maio 28, 2008 às 10:36 pm |
E o Rio também entrou na dança da proibição! Thank God! Antes tarde do que nunca…
E quando você vai parar de fumar pra converter seus companheiros?! hehe
Na minha próxima visita quero menos fumaça no meu nariz!