O DF atingiu hoje a marca de um milhão de carros. Não se sabe quem é o proprietário do milionésimo veículo, mas o crescimento acelerado da frota nas ruas é um drama que atinge todos os brasilienses.
Também hoje o governador Arruda – que neste fim de semana perdeu um dos seus filhos adotivos em um acidente de carro – bateu o martelo: o Eixão do Lazer permanecerá. Há alguns dias, vinha rolando a especulação de que o Eixo Rodoviário Sul/Norte – que há anos é fechado aos domingos e feriados para que ciclistas e pedestres possam praticar atividades de lazer – seria reaberto ao tráfego de carros após o almoço com o pretexto de desafogar o trânsito em outras vias. Nesta semana, uma pesquisa feita pelo instituto Soma Opinião e Mercado com 352 moradores das asas Sul e Norte e concluiu que 43% concordavam com a mudança em definitivo, 12% aprovavam a alteração desde que temporária e 32% eram contra a restrição de horário. Além disso, 9% se declararam indiferentes e 5% não souberam responder. A pesquisa mostrou, ainda, que o Eixão é o local preferido de quem faz caminhadas durante o fim de semana: 38% afirmaram caminhar no Eixo Rodoviário, apenas 18% deles usam o Parque da Cidade e 9% caminham nas entrequadras. Eu não respondi à pesquisa, mas faço parte dos 28% que não pratica esportes no fim de semana.
Diante disso, Arruda decidiu manter tudo como está. Até porque a medida não traria resultados práticos, já que o maior fluxo de carros é justamente durante a semana. Para resolver o problema, o Detran-DF está organizando um seminário, marcado para a primeira quinzena de junho, com o objetivo de ouvir a comunidade, a imprensa, as autoridades ligadas ao trânsito e os especialistas no assunto. Naboa, eu insisto: para começar, rodízio de carros, já que o brasiliense não sabe dar carona…
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