Quem matou? Essa pergunta é uma boa garantia de audiência quando se trata de telenovelas. Em 1978, o Brasil parou para se perguntar: quem matou Salomão Hayalla? Era a novela “O Astro”, de Janete Clair. Dez anos depois, outra morte mobilizou ainda mais o país do “Vale Tudo” com a grande questão: quem matou Odete Roitman? Com esse filão, Gilberto Braga se firmou como o grande mestre na arte de matar personagens e criar suspense em torno da identidade do assassino. Foi assim na minissérie “Labirinto” e nas novelas “Força de um Desejo”, “Celebridade” e “Paraíso Tropical”. Que atire a primeira pedra quem não apostou em algum bolão sobre a identidade dos assassinos de Lineu Vasconcelos e Taís Grimaldi…
Mas nem só a ficção se alimenta dessa pergunta. O “quem-matou” está mais presente do que nunca na vida real. Recentemente, a imprensa brasileira decidiu também explorar esse clichê típico de novela para garantir bons índices de audiência. Com a morte da menina Isabela Nardoni, o Brasil inteiro está se perguntando quem são os seus assassinos. A menina de cinco anos foi morta com requintes de crueldade, provavelmente espancada e asfixiada antes de ser jogada da janela de um apartamento. Os principais suspeitos são o pai e a madrasta, mas ela pode ter sido vítima de uma vingança, morta por um desafeto da família ou mesmo por algum outro parente. Há quem diga que a própria mãe poderia estar envolvida no assassinato.
O fato é que temos aí um grande mistério. Neste momento, milhares de brasileiros estão parados em frente à tevê, conectados na internet ou folheando páginas de revistas e jornais em busca de mais informações que possam ajudar a elucidar o caso. Temos aí milhões de Sherlock Holmes atrás de pistas, fazendo anotações, ouvindo opiniões, criando e destruindo suspeitos.
E com isso, a audiência de veículos de comunicação está só subindo…
Afinal, quem matou Isabela Nardoni?
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