Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Não, não vou aproveitar o dia para fazer uma ode às criaturas femininas – embora eu ache que elas mereçam todas as honras e homenagens. Estou aqui hoje para falar sobre as misses – entidades que, algumas décadas atrás, representaram a beleza, o charme e o carisma das mulheres de uma nação. Lembro-me como se fossem ontem dos antigos concursos de Miss Brasil que o SBT exibia na década de 80. Depois, durante alguns anos, o concurso perdeu o glamour e pouca gente ouvia falar a respeito de alguma miss qualquer-coisa. Até que, em 2003, o Big Brother Brasil apresentou a Miss Brasil 2002 Joseane, que retomou a pauta sobre os concursos (e protagonizou um escândalo ao se revelar casada, em rede nacional, trazendo à tona a sua mentira a respeito do seu estado civil, o que resultou na perda de seu título). Dois anos depois, o mesmo programa trouxe outra Miss, a Grazi Massafera, representante do Paraná no concurso nacional de 2004. A partir daí, os concursos de misses voltaram com força total, sendo, inclusive, transmitido novamente por uma emissora de tevê – a Band.
No ano passado, o Brasil torceu e se emocionou com sua representante no Miss Universo, a bela mineira Natália Guimarães, que ficou em segundo lugar, ou seja, a segunda mais bela mulher do mundo. Natália esteve aqui em Brasília esta semana para coroar a estudante Ludmila Bastos, representante de Águas Claras, que foi eleita a Miss Distrito Federal 2008. Aqui em Brasília, o concurso de Miss Distrito Federal (ou Miss Brasília) vem ocorrendo desde 1959, um ano antes de a capital federal ser inaugurada. A minissérie “JK”, inclusive, mostra a realização de um concurso em que a personagem de Mariana Ximenez é eleita Miss Brasília na década de 60. O engraçado é que a personagem Lílian Gonçalves existiu – e ainda existe, é tida como a rainha da noite em São Paulo – mas, na lista das misses que ganharam o título aqui na capital, não consta o nome dela.
Eu conheci pessoalmente uma ex-Miss Brasília. O nome dela é Katia Dias Lopes da Silva, que representou o Distrito Federal no concurso Miss Brasil no longíquo ano de 1973 – seis anos antes de eu nascer. Kátia Lopes, a Miss Brasília 1973, ainda hoje, no alto dos seus cinquenta e poucos anos (acho que ela vai me matar se ler este post), continua um mulherão de arrastar quarteirão. Em 2004, três décadas após o ano que a consagrou como quinta brasileira mais bonita, voltou à evidência com o ingresso de sua filha única, Juliana Lopes, no BBB (de novo a relação BBB/ Miss Brasil). Foi graças a esse detalhe que eu vim a conhecê-la pessoalmente. Trata-se de uma mulher que eu particularmente admiro bastante: mãe zelosa, profissional competente e amiga atenciosa.
A minha mãe – a melhor do mundo, sem dúvida – que me perdoe, mas eu vou usar a minha amiga Kátia como exemplo para homenagear todas as mulheres (afinal de contas, eu preciso ressaltar o fato de que tenho entre minhas amigas mais próximas uma ex-Miss). Através dela, quero render minhas honras a todas as mulheres – sendo misses ou não. Uma rosa bem delicada e perfumada para todas as Fátimas, Aparecidas, Lauras, Yedas, Auroras, Guaraciaras, Patricias, Priscilas, Danielles, Éricas, Veridianas, Lias, Julianas, Marianas, Bárbaras, Carolinas, Cilenes, Sonias, Francis, Cristinas, Sionaras, Andréas, Márcias, Tânias, Letícias, Gláucias, Vânias, Fabianas, Suzanas, Elianas, Vivians, Brunas, Teresas, Lilianes, Andressas, Denises, Polianas, Adrianas, Fernandas, Cíntias, Natálias, Emílias, Lúcias, Carlas, Fabrícias, Antônias, Larissas, Anas, Angélicas, Déboras, Marinas, Rosas, etc.
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