Mesmo com um pouco de atraso, vou narrar, sem muitos detalhes, o meu belíssimo Carnaval. Passei em Brasília, pelo segundo ano consecutivo e, de novo, fiquei em casa. Desta vez, no entanto, foi literalmente um Carnaval em blocos. Só que nada de Gran Folia, Pacotão, Galinho de Brasília, Raparigueiros ou Baratona (os tradicionais blocos de rua da capital federal). Meu Carnaval foi à base de blocos de gesso. É que eu resolvi que mereço ter um quarto separado da cozinha e decidi fazer uma divisória na minha kit.
Caramba, que zona! Logo no sábado, recebi a visita dos profissionais que fariam o trabalho. Mediram, orçaram e marcamos o serviço para a quarta-feira de Cinzas. Só que, nessa brincadeira, me vi fazendo uma reforma maior do que havia previsto. Decidi trocar minha cômoda e minha arara por um guarda-roupas. Ao contrário do meu amigo Lincoln, não tenho fixação por armários, mas me convenci de que é saudável guardar as roupas em um local fechado, livre dos odores de gordura, poeira e cigarro…
Na quarta-feira de Cinzas, por causa da reforma em casa, tive que me desalojar e dormi na minha amiga e vizinha Cilene. Antes, porém, fomos jantar um misto de estrogonofe do almoço com omelete de atum enquanto assistíamos à novela “Caminhos do Coração”, da Record. Bom, já sei que não é a melhor mistura, mas era o que tínhamos em mão. Pois bem, comemos e fomos dormir com o estômago pesado. Sabe quando você está cansado fisicamente, mas a cabeça está a mil e não consegue dormir? Pois é, eu estava assim… Como no dia seguinte eu voltaria ao trabalho, resolvi tomar um comprimidinho que minha mãe me deu para relaxar (leia-se Rivotril). Resultado: apaguei geral.
Só que, por causa da comilança, tive alguns pesadelos. Entre mutantes e divisórias de gesso, lembro-me de ter sonhado que a Cilene havia passado mal e estava indo ao hospital, sozinha. Na manhã seguinte, quando me levantei, ela estava lá, deitadinha em sua cama, dormindo feito um anjo. Tranqüilizei-me e fui para minha casa, tomei um banho e rumei para o trabalho. No caminho, liguei para o Lincoln e comentei, entre outras coisas, o que havia sonhado. Ele me disse: “Patrick, você não sonhou. A Cilene realmente passou mal do estômago, te chamou para levá-la ao hospital e você continuou dormindo. Aí ela foi lá em casa, me chamou e eu a levei”…
Te dou um toque? Cuidado com os trajas-pretas…
Tags: acrnaval, blocos, Galinho de Brasília, gesso, mutantes, Pacotão, pesadelo
Fevereiro 20, 2008 às 7:04 pm |
Isso me fez lembrar do ditado que reza “o de bêbado não tem dono”. Acho que ele pode ser adaptado.