Em 1975, a Rede Globo de Televisão inaugurou um novo horário de exibição de novelas, às 18 horas. Nesses quase 35 anos, a emissora prima por trazer, nesta faixa, histórias leves e açucaradas, de clima predominantemente romântico. Inicialmente, a tradição era a exibição de novelas de época, geralmente adaptadas da literatura brasileira, como Helena, Senhora e o grande sucesso A escrava Isaura – todas assinadas pelo ainda estreante Gilberto Braga. Na sequência, vieram outras tramas, também retiradas dos livros, mas com outros adaptadores, como Manoel Carlos, Marcos Rey e Benedito Ruy Barbosa. E foi pelas mãos deste último que, no início da década de 80, com Paraíso, as novelas das seis deixaram os clássicos para ganhar roupagem mais urbana. De lá para cá, o horário foi marcado por vários estilos e nós, do Resenhando, selecionamos aqui os seis títulos mais emblemáticos da faixa.
Aquele da crise
Junho 18, 2009 by patrickselvattiNo segundo semestre do ano passado, estourou no mundo uma crise econômica global que aterrorizou de forma geral. Bolsas de valores em polvorosa, empresas fechando as portas, trabalhadores saindo às ruas, famílias ficando desamparadas. Isso tudo após um período de muita fartura, inflação controlada, dinheiro entrando e muitas vacas gordas – ou melhor, obesas mesmo. Hoje, quase um ano depois, a crise parece estar contornada. Entretanto, paira no ar, ainda, um resquício forte de que as vacas ainda estão em processo de anorexia nervosa. Sim, pois, o que gerou todo esse rebu foi a falta de confiança. Bancos com dinheiro em caixa, mas sem coragem de liberar crédito para os empresários, que, por sua vez, não vendem porque os consumidores têm medo de adquirir produtos que não são de extrema necessidade e, com isso, milhares de pessoas perdem seus empregos. A crise é de confiança. E, pensando nisso, utilizo a economia para falar de relacionamentos. Porque a crise que assola o mundo não é só financeira, mas também sentimental.
Aquele das vilãs
Junho 9, 2009 by patrickselvattiPor muitos anos, ela foi a mais odiada e odiosa personagem da teledramaturgia brasileira. Esnobe, preconceituosa, prepotente e má, Odete Roitman, em Vale Tudo – novela que foi ao ar em 1988 – desprezava pobres, tinha pavor de brasileiros, fez a própria filha acreditar que havia sido culpada da morte do irmão – sendo que a culpa era sua, a própria mãe dos dois -, sabotava projetos da concorrência e foi morta por engano, embora tivesse uma lista vasta e variada de desafetos que seriam assassinos em potencial. Beatriz Segall deu vida a uma personagem tão extraordinariamente cruel que conseguiu ofuscar o brilho sombrio de sua colega de cena, Glória Pires, que interpretou magistralmente a aprendiz de vilã Maria de Fátima, aquela que foi capaz de deixar a mãe na rua da amargura, roubar o namorado da melhor amiga e vender o próprio filho depois de tentar o aborto rolando escada abaixo…
Aquele da Copa do Mundo em Brasília
Junho 2, 2009 by patrickselvattiPróxima de completar 50 anos, Brasília tem tido, desde a última semana, muitos motivos para já comemorar. Afinal, pela primeira vez, a cidade será uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 2014. Para isso, tudo já está começando a ser preparado. Além da reforma dos principais estádios de futebol, os setores hoteleiro, industrial, comercial e cultural já esquentam os tamborins para receber essa grande festa. E quem ganha com isso são os brasilienses, que poderão assistir de pertinho os melhores craques do futebol mundial e, ainda, conviver com gente de todo o planeta que estará visitando a cidade.
Antes disso, veio outra grande notícia: em 2010, no ano que vem, a escola de samba carioca Beija-Flor de Nilópolis homenageará a capital federal no seu cinquentenário de vida. A agremiação aceitou o convite do Governo do Distrito Federal e sugeriu o tema: “Brilhante ao sol do novo mundo: Brasília, capital da esperança”. Em 2010, a escola desfilará na Marques de Sapucaí com até 4 mil membros, sendo que 100 deles serão brasilienses. O convite para homenagear Brasília foi feito a mais quatro escolas de samba: Salgueiro, Grande Rio, Portela e Unidos da Tijuca. O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, informou que a Beija-Flor foi a única escola a apresentar proposta sobre o tema sugerido pelo GDF e justificou que as outras quatro agremiações convidadas já tinham enredo definido para o próximo carnaval.
Aquele da vizinhança
Maio 12, 2009 by patrickselvattiEu acho que sou um vizinho indesejado. Não ouço música alta, não arrasto móveis, não cozinho de porta aberta, raramente recebo visitas e minhas intimidades são bem íntimas, reservando a mim e a quem está do meu lado a participação no ato. Entretanto, morando há três anos no mesmo prédio de quitinetes de uso misto no Cruzeiro Velho, incomodo muito os meus vizinhos. Isso porque não suporto barulho excessivo e reclamo mesmo. Interfono na portaria, bato na parede, incomodo a síndica e até já chamei a polícia – o que foi em vão.
No início, era obrigado a conviver com uma vizinha que gritava a filha pelo nome a qualquer hora do dia pelos corredores e costumava fazer festinhas de porta aberta em sua residência. Depois, tive que reclamar da empregada do vizinho que fazia os seus afazeres cantando músicas religiosas desafinadamente – sempre com a porta aberta. Paralelamente, brigava com as crianças que faziam do corredor do meu andar o playground. Ao meu lado, um vizinho álcoolatra recebe amigos em algumas noites e ficam gargalhando até altas horas – ou, quando sozinho, fica ouvindo música de fossa madrugada adentro. Isso sem falar no casal que dividia parede comigo e proporcionava-me alucinantes momentos de voyeurismo auditivo, com suas acrobacias sexuais escandalosas. Mas esses, graças a Deus, estão promovendo sessões de pornografia em outra freguesia… No lugar deles, agora tem uma criança que chora incansavelmente o dia todo. Porém, o pior de tudo, está fora do prédio. Como minha quitinete dá de frente para o setor de casa, sou obrigado a passar todo o fim de semana ouvindo música alta – da pior qualidade, diga-se de passagem – a qualquer hora do dia e da noite.
Meus horários são flexíveis e eu costumo trabalhar aos finais de semana e aos feriados. Assim, por falta de uma boa noite de sono, estou quase indo à loucura. O que devo fazer? Mudar de endereço não está nos meus planos. Também não quero que ninguém deixe de viver, de se divertir e de chorar quando sentir vontade: eu só quero dormir quando me dá sono.
Alguém pode me dizer onde compra bom senso?
Aquele do coração
Maio 6, 2009 by patrickselvattiCom a proximidade dos 30 anos – que serão completados daqui a seis meses -, decidi fazer um check up. Há três semanas, marquei consulta com um cardiologista, recomendado pela diariamente maternal Suzana e sob críticas do sucessivamente dramático Elton. Submeti-me então ao teste ergométrico para verificar o quanto meu coração agüenta de esforço e a um ecocardiograma de repouso. Após suportar apenas oito minutos na esteira, interrompendo por cansaço o teste, o resultado de ambos deu positivo, com pressão arterial equilibrada, ritmo normal de batimentos cardíacos e boa capacidade aeróbica. Para complementar os exames, amostras de sangue e urina foram coletadas e analisadas. Os resultados foram: HIV negativo, hemograma normal, glicemia regular, colesterol e triglicerídeos altos.
Aquele do dia do jornalista
Abril 7, 2009 by patrickselvattiHoje é o dia do jornalista. Desde já, agradeço os parabéns! E também cumprimento meus colegas que por ventura venham a ler este blog. Nesta data de hoje, em homenagem, venho aqui para falar um pouco sobre essa linda profissão. Enquanto isso, nossos queridos magistrados decidem se o nosso diploma é realmente obrigatório e se a nossa lei de imprensa é velha ou não…
Aquele do primeiro de abril II
Abril 1, 2009 by patrickselvattiO dia 1º de abril é conhecido como o Dia da Mentira. Eu tenho muitas ressalvas com relação a essa data – embora hoje seja aniversário de um grande amigo, quase irmão (o advogado lavrense Paulo Luciano, que completa 30 anos). Para mim, primeiro-de-abril é sinônimo de verdade, no sentido de realidade, uma realidade controversa, repleta de muitas emoções envolvendo os dias que antecedem a data.
Aquele do livro que virou blog
Março 30, 2009 by patrickselvattiPara muitos, os anos 80 foram uma década qualquer, uma época que deve ser esquecida, um tempo perdido. Em Brasília, não: paralelamente às principais alterações políticas que o País presenciou entre 1984 e 1989, estes anos significaram uma grande transformação cultural que alcançou todos os cantos do Brasil e algumas partes do mundo. Aos vinte e poucos anos de vida, a capital da república estava vivendo sua fase mais bonita: a juventude. Assim, em meio à campanha pelas eleições diretas e às primeiras bandas de rock candangas despontando para o Brasil, surge a história de um grupo de jovens que representam a primeira geração nascida em Brasília, são os filhos daquelas pessoas que acompanhou de perto a inauguração da nova capital e a revolução na década de 60. Em uma harmônica mistura de realidade e ficção, esse é o mote de Os Filhos da Revolução, romance que, a partir de agora, você poderá acompanhar, exclusiva e gratuitamente, no blog que leva o mesmo nome do livro de 212 páginas publicado no final de 2008, em Brasília.
Aquele da saudade II
Janeiro 30, 2009 by patrickselvattiLembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las. Essa é a definição dada pelo Aurélio à palavra saudade, que, segundo dizem, só existe em nosso idioma. A palavra vem do latim solitate, que na tradução literal quer dizer solidão. Aqui no Brasil, saudade é algo tão forte, tão presente, que tem até data especial. É hoje, dia 30 de janeiro.